Publicado por: Sidnei | 27/04/2011

Saída

Estamos nos programando para sair de Belo Horizonte no final da tarde da quinta-feira, dia 31 de março.

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Sidnei

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Publicado por: Sidnei | 26/04/2011

Corumbá-MS

Iniciamos nossa viagem na tarde do dia 31 de março e fomos até Uberaba, onde pernoitamos na casa de amigos. [477km]

No dia seguinte, saímos não muito cedo e quase no estado de São Paulo, ficamos três horas tentando resolver um problema no carro de um casal que encontramos na estrada. Ao final do dia, paramos para dormir em Água Clara-MS. [625km]

Hoje, 2 de abril, chegamos em Corumbá, na fronteira com a Bolívia por volta das 15h e fomos para os trâmites de fronteira.  Ainda na saída do Brasil, fomos alertados por funcionários da Receita e Polícia Federal de que estão ocorrendo roubos de veículos no trecho da estrada boliviana que liga Puerto Suárez a Santa Cruz de La Sierra. Contaram que alguns brasileiros relataram terem sido vítimas de assaltantes que se utilizariam de outro veículo para ‘fechar’ carros brasileiros, às vezes disparando tiros para o alto, com o intuito de fazer parar e roubar.

Tal relato nos fez tomar algumas providências diferentes com a nossa segurança e seguimos para a Aduana boliviana para obter informações sobre o procedimento de entrada e mais detalhes. Soubemos que a Imigração deste país já havia fechado no dia de hoje e que só reabriria amanhã, domingo, às 8 da manhã… Aproveitamos para trocar dinheiro e perguntar mais sobre os assaltos…

Voltamos para Corumbá, onde iremos dormir. Amanhã tentaremos entrar na Bolívia, rodar na tal estrada, torcer para não sermos abordados por ninguém e chegar são e salvos à Santa Cruz de La Sierra… [Percorremos hoje 629km] 

Sidnei

Publicado por: Sidnei | 25/04/2011

Ainda em Corumbá

03 de abril

Hoje pela manhã, de volta à fronteira Brasil-Bolívia, iniciamos os trâmites de saída por volta das 9h30min e nos deparamos com uma imensa fila no setor da imigração brasileira.

Fila na Imigração do lado brasileiro

Depois de permanecer na lenta movimentação da fila, que em maioria, era composta por pessoas que entravam no Brasil, fomos atendidos por volta de 11h30min. Seguimos para o lado boliviano, onde passamos rapidamente pela Imigração e fomos para a Aduana, que estava fechada… Na Aduana, precisaríamos apresentar os formulários anteriores e conseguir a permissão para trafegar com o veículo brasileiro em solo boliviano. Perguntamos em alguns lugares, mas não teve jeito… ainda não poderemos seguir pela bolívia. Amanhã, vamos tentar ser os primeiros na Aduana boliviana para obter o documento e então decidir quando iremos seguir bolivia adentro…

Enquanto a Liana esteve na fila na saída do Brasil, eu caminhei por Puerto Quijarro, do outro lado da fronteira, no intuito de buscar informações sobre os relatos de assaltos na estrada à frente. Conversei com algumas pessoas, policiais, motoristas de táxi, comerciantes e fui até em um ferro-velho na intenção de saber mais detalhes… Somente neste último não fui muito bem recebido e saí fora… O cara me disse que nunca havia ouvido falar nisso… se ele nunca ouviu falar, conclui que é mais um testemunho de que é verdade…

Pelo que ouvi, existem brasileiros na região boliviana de fronteira, possivelmente foragidos ou mesmo pessoas que se aproveitam das péssimas condições da segurança pública desta parte do país para praticarem delitos. Parece também que há até uma certa ordem de veículos mais ‘procurados’. Um taxista me deu uma ótima sugestão para seguir pelo trecho. Ele falou que tem uns ônibus que saem em comboio até Santa Cruz de La Sierra e que eu poderia integrar este comboio. Um policial também mencionou que o horário do comboio é menos provável de acontecer algo…

Bem, vamos resolver como iremos proceder amanhã!!

Sidnei

Publicado por: Sidnei | 24/04/2011

Propinas

Propina, em castelhano é o equivalente à gorjeta em português. Então deveria ser uma ação espontânea de quem deseja compensar financeiramente outra pessoa por serviços prestados. Mas no Brasil, propina tem um significado negativo: espécie de vantagem obtida por um prestador de serviços quando este desempenha o seu papel profissional ‘facilitando’ algo para o usuário daquele serviço. Errados estão ambos.

Pensando assim, entramos na Bolívia pela manhã, gastamos por volta de 1h45min para os trâmites aduaneiros e fomos à Divisão de Trânsito da Polícia Boliviana em Puerto Quijarro para obter a Autorização de Traslado – inicialmente, seria um documento que autoriza um veículo de turista estrangeiro a circular nas estradas bolivianas.

Ao chegarmos ao departamento de trânsito, fomos muitíssimos bem-tratados. Um policial solicitou que sentássemos e nós ficamos desconfiados de toda aquela atenção dispensada… Respondemos às perguntas de praxe e veio o anúncio de que o documento normalmente custa cem bolivianos, mas que para nós, simpáticos brasileiros, este sairia pela metade do preço. – Imaginem um documento oficial cuja taxa sofre um desconto e que não há sequer um recibo! Quando manifestamos o intuito de não pagar e que iríamos averiguar a necessidade deste pagamento, o policial praticamente nos ignorou e passou a atender outra pessoa. Bem, fui a um internet café na rua ao lado e procurei alguns telefones de representação diplomática boliviana no Brasil. Separei alguns e, de volta à polícia boliviana, ligamos do nosso celular e conseguimos falar no consulado boliviano no Brasil. Explicamos a situação e a funcionária do consulado nos disse que realmente não deveríamos pagar nada e estava nos orientando a coletar dados para enviar a um departamento de denúncia. Neste momento, perguntamos se ela poderia conversar pelo nosso telefone com o policial. Aconteceu mais que isso: a funcionária disse que só conversaria com o Chefe do departamento. E adivinhem quem falou com este chefe? O próprio cônsul boliviano… Estávamos na sala e ouvimos o tal chefe de polícia dar explicações e dizer descaradamente que havia sido um mal-entendido, que o policial que nos atendera havia pedido somente uma colaboração, blá, blá, blá… Depois do ocorrido, com muito menos gentileza obtivemos o documento da forma correta.

Vinte quilômetros à frente, deixando Puerto Suárez, fomos parados em um pedágio orientados a comparecer na salinha ao lado, onde estava um policial. Este queria nos aplicar uma multa por excesso de velocidade, registrado no olhômetro, no valor de vinte REAIS. Isto mesmo: a multa seria em reais e não na moeda oficial do país!!!! Percebendo a palhaçada, mantivemo-nos firmes e dissemos que não pagaríamos nenhuma propina e que não houve excesso de velocidade… Mencionei o ocorrido na divisão de trânsito minutos atrás, que isso era ilegal e perguntei se ele preferiria que eu agisse da mesma forma, mostrando os registros que eu havia anotado. Este servidor público parece ter reconhecido o nome do chefe da divisão de trânsito, bem como minha disposição. Recuou em suas argumentações e me desejou boa viagem como se nada tivesse acontecido…

Para encurtar a conversa, fomos parados mais duas vezes para averiguação de documentos com vistas à cobrança de taxas… Infrutíferas, claro…

Não só por estes dois desagradáveis fatos, mas quando deixamos Puerto Suárez, estávamos apreensivos e receosos por causa dos assaltos comentados.

Era meio-dia e decidimos seguir em frente. A possibilidade de integrar um comboio de ônibus parecia interessante, mas isso só ocorreria às 18h. Aguardar 6h sem fazer nada em um calor de 30 graus não seria legal. Além disso, havia outros inconvenientes: dirigir a 90 por hora à noite toda seria muitíssimo desgastante, além do fato de não haver garantias de que estaríamos seguros…

Ruta Nacional 04 - Excelente extrada deserta que corta o leste boliviano

Eu dirigi o tempo todo lidando com os fantasmas de roubos de veículos. Por causa dos atrasos nas polícias, acabamos seguindo sozinhos na estrada – e que estrada! Excelente pavimento, ótimo traçado e sinalização. Podíamos rodar bem rápido, mas o consumo subia muito e decidimos manter em velocidade moderada para não ficar sem combustível.

Fazia um calor de 32 graus, com um tempo mais para nublado.  

Dos seus 600km, há um trecho de 45km da RN-04 que ainda não está pavimentado

No início da noite, faltando uns 30km para Santa Cruz de La Sierra, encontramos uma fila imensa de carros e caminhões na rodovia. Paramos também e constatamos que havia uma manifestação 4km à frente bloqueando a passagem dos veículos nos dois sentidos há quase 12 horas. Ali conhecemos o casal João e Yéssica. Ele, brasileiro e ela, boliviana. Eles tem um gigantesco caminhão e estavam chegando à cidade onde moram, Santa Cruz… O João nos disse que está a oito anos dirigindo em estradas bolivianas e nos contou muitos ‘causos’… é um sujeito muito comunicativo e gente finíssima…

Permanecemos umas duas horas conversando e percebemos que o bloqueio na estrada parecia que não iria enfraquecer. Já eram 22h, estávamos com pouco combustível e decidimos que o melhor seria dormir ali, na esperança de que pela manhã o protesto acabasse e assim pudéssemos terminar de chegar a Santa Cruz de La Sierra. O João ofereceu o baú do seu caminhão para que nós dormíssemos lá dentro. Pra quem estava pensando em montar uma barraca no asfalto, foi ótimo… Arrumamos colchão inflável, subimos para a carroceria e dormimos em paz…

[655km neste dia]

Dividimos o espaço da carroceria só com o estepe...

Publicado por: Sidnei | 23/04/2011

Mais propinas e alguma aventura…

5 de abril

Acordamos cedo e constatamos que a rodovia até Santa Cruz de La Sierra ainda estava fechada.

Fila de 8km por causa de bloqueio na chegada a Santa Cruz de La Sierra.

Consultando o mapa boliviano, havia outra possibilidade de seguir em direção a Cochabamba sem passar por Santa Cruz de La Sierra. O João nos disse que iríamos cruzar o mesmo rio Grande em uma balsa ao invés da ponte na estrada que continuava bloqueada. Entre ficar esperando ali e buscar alguma alternativa, decidimos voltar e tentar seguir para o norte até encontrar a passagem pela balsa. Ali nos despedimos do João.

Joãozinho 30

Tocamos uns 80km de asfalto razoável e entramos na estrada de terra que nos levaria até a balsa. Depois de 8km por esta estradinha, percebemos um veículo branco nos seguindo e buzinando para nós. Eu não parei imediatamente, mas somente depois de identificar que era alguém com um uniforme da polícia boliviana lá dentro… O policial pediu documentos e disse que antes de termos virado na tal estradinha de terra, deveríamos ter seguido em frente no asfalto mais uns 100m e nos apresentado no posto de controle para um carimbo… Eu argumentei que não havia nenhuma informação sobre isso nem no documento e nem mesmo na sinalização viária. Ele disse que nós deveríamos saber – por abdução, eu pensei, pois devíamos estar em outro planeta…

Percebendo que nada mais era do que um pretexto para obtenção de vantagem financeira indevida, eu me coloquei à disposição deste senhor para que tomasse as providências que achasse mais adequadas. Inicialmente ele disse que poderia conceder tal carimbo ali mesmo, sobre o porta-malas de seu veículo particular… Eu o interrompi dizendo que não faria nenhum pagamento ilegal. Em represália, ele interrompeu o cumprimento do serviço e determinou que voltássemos os 8km da tal estradinha. Voltamos e permanecemos por uns dez minutos para averiguações. Enquanto aguardávamos, pasmem vocês: vimos quando um motorista abandonou seu carro na rodovia e se dirigiu ao posto policial com uma cédula de dez bolivianos e a entregou para o agente do trânsito. Este colocou o dinheiro por uma abertura na mesa, mas a cédula agarrava e então o policial abriu uma gaveta abaixo da ranhura para depósito e a colocou junto com dezenas de outras notas amontoadas… Eu fiquei estupefato… Fomos averiguados e seguimos sem colaborar com caixinha alguma!!

Voltamos à estrada de terra e percorremos uns 15km até chegar em um atoleiro. Tinham carros parados e vimos uma van 4×2, de pneus ‘carecas’ e  com sete pessoas dentro conseguir passar… O Messner do volante… pra que investir em veículos caros, tração 4×4 e pneus off-road? Atitude é tudo!

Na nossa vez, passamos bem. Era o mínimo a fazer…

Chegamos a uma fila de uns dez carros e fomos à margem do rio ver o que estava rolando… Quase não acreditamos no nível de improvisação da operação de travessia… As imagens falam por nós!!!

 

Antes de pararmos para dormir em Yapacani, ao passar por uma tranca – barreira policial – solicitamos a emissão de uma nova autorização de traslado válida para a província seguinte. Começamos a ser muito bem atendidos e ao final do documento, veio também o preço: dez bolivianos. Argumentamos que não deveríamos pagar e o policial nos deixou seguir sem o documento que já estava pronto…

Rodamos 361km neste dia.

Balsa na travessia do Rio Grande.

Saída da balsa na outra margem.

Vai uma força ai?

Logística com a galera da Oscarito Tours: levo a qualquer lugar!

Publicado por: Sidnei | 22/04/2011

De Yapacani a Cochabamba

6 de abril

Acordamos 7h24min e saímos da pousadinha sinistra que encontramos pra dormir – lembra um cortiço brasileiro. Logo que percorremos uns 25km, percebemos que os postos de combustíveis estavam com grandes filas para abastecimento. Como não sabíamos o que iríamos encontrar pela frente, resolvemos parar para abastecer. Estávamos em uma longa espera, quando um senhor nos perguntou se estávamos viajando. Respondemos que sim e ele nos disse que poderíamos então avançar para outra bomba de combustível para não perdermos tempo. Quando paramos ao lado da bomba, esta estava estragada e percebemos que o senhor não trabalhava no posto, como havíamos deduzido. Ele então se ofereceu para entrar no carro (tentando puxar a maçaneta e só não abriu a porta de trás porque esta estava travada) e nos guiar até outro posto. Achamos estranho e agradecemos, saindo sem abastecer…

Mais alguns quilômetros e começamos a subir a Cordilheira dos Andes pela estrada que agora era bem sinuosa e com muitos caminhões. A temperatura caiu para 23 graus…

Avistamos a Cordilheira dos Andes pela primeira vez...

A certa altura, percebemos um congestionamento com imensa fila de caminhões. Os carros menores e os ônibus tentavam seguir na contramão. Fomos também e, lentamente, avançávamos e permanecíamos parados ao longo da fila. O congestionamento era em virtude de obras na pista. Ficamos retidos por 2 horas…

Congestionamento na subida da Cordilheira

Passamos por algumas filas imensas ao lado de penhascos sinistros

Depois de 5 horas de viagem para rodar 238km, chegamos a Cochabamba por volta de 16h. Procuramos um hotel e ainda conseguimos passear no final da tarde…

Praça de Cochabamba ao cair da noite.

Publicado por: Sidnei | 21/04/2011

Cochabamba a La Paz

7 de abril

Antes de deixarmos Cochabamba, fomos ao Departamento de Trânsito para a obtenção do documento que nos foi negado ontem. Nada muito diferente, mas ainda sem custo…

Tempo ensolarado com temperatura oscilando entre 10 e 22 graus.

Vale na cordilheira dos Andes

Vida difícil de pastoras de lhamas.

Encontramos outro casal de brasileiros. Estes paulistas estão há 2 meses fora de casa…

Sarita e Zeca com sua casa sobre rodas há 2 meses fora de casa...

Estrada boa e sinuosa nos 300km iniciais e com pouco trânsito. Nos 80km finais antes de La Paz a estrada é bem reta, mas com 4.000m de altitude. Avistamos os primeiros picos nevados no horizonte…

Campos no altiplano antes de chegarmos a La Paz.

Passamos por algumas verificações nas estradas, mas sem excessos…

No início da noite chegamos a La Paz. Fazia 10 graus. Gastamos cerca de uma hora só pra seguir sempre em frente até o hotel. O sistema de transporte público funciona com pequenas vans que buzinam todo o tempo e alguns microônibus de quatro décadas atrás – legal de se ver e funciona. O trânsito é muito louco, mas nossa cidade natal nos ajuda a dirigir em locais caóticos…

Rodamos 380km.

Publicado por: Sidnei | 20/04/2011

Nuestra Señora de La Paz

8 de abril

Agora bem mais relaxados,  nos demos o luxo de acordarmos mais tarde, no friozinho de mais ou menos 10 graus. Depois de um bom café da manhã, caminhamos pelas ruas de La Paz. 

Estamos hospedados em um hotel bem próximo a Plaza San Francisco, praça esta  que está em reforma. Caminhamos pelo mercado de Las Brujas, onde se encontra muito artesanato local e muitas Cholas (mulheres que se vestem como suas ascendentes da tribo indígena Aymará).

Em meio a uma manifstação contra o governo, muitos policiais nas ruas protegendo o palácio do governo… Estávamos pensando em ir ao Mirador Killi-Killi. Devido a esta manifestação, não cosneguimos chegar ao ponto onde pegaríamos um transporte. Então decidimos ir à pé, o que nos custou um esforço razoável devido ao ar rarefeito.

Vista de La Paz à partir do mirador Killi-Killi

Aspecto da cidade de La Paz

Continuamos nossa caminhada, quando vimos um desfile que representa a abertura folclórica de um determinado bairro de La Paz. Muito colorido….

Folclore de La Paz

La Paz é uma cidade sem cores somente na sua arquitetura…

Liana

Publicado por: Sidnei | 19/04/2011

Coroico

9 de Abril

Ainda estamos em La Paz, mas hoje decidimos fazer um passeio até a cidade de Coroico. Seguimos  92km em meio a um vale da Cordilheira Real, com muitas curvas e descidas. Deixamos o sol e, à medida em que subíamos, vimos chuva, muita neblina, um friozinho de 2 graus, neve e gelo…  

Saindo de La Paz em direção a Coroico, sobe-se pouco mais de 1000m.

2 graus não nos assustaram...

 O ponto mais alto deste percuso foi a 4.670m de altitude, próximo ao cume do Chacaltaya, que tem 5.395m.

O ‘Messner’ da fotografia procurando locações para a posteridade.

Gastamos 3h para chegar ao nosso destino. Nos ultimos 10 km, seguimos por uma via muito louca, subida constante por uma encosta. Uma estradinha muito sinistra, mal cabia um carro.

Estradinha de calçamento que mal passava um carro.

Coroico fica a 1700m de altitude, situada em uma encosta do Cerro Uchumachi e é pequenina.

Parte de Coroico e ao fundo, a estrada sinuosa que vem de La Paz.

A cidade transbordava em festa, pois o atual presidente Evo Morales estava por lá.  Muita música, danças típicas e cores regionais.

Cholas bolivianas

Simpática senhora boliviana em Coroico.

A volta íamos fazer pela estrada dos Yungas, conhecida como Estrada da Morte, porém o alto da cordilheira estava muito nublado e assim decidimos fazê-la pelo trajeto pavimentado. Ficamos parados uma hora em um congestionamento na saída de Coroico devido a festança.

Mais uma fila de carros na saída de Coroico.

Ao retornarmos para La Paz,  vários trechos da cordilheira estavam com neblina intensa e chuva.  Assim gastamos 2 horas para fazer o percusro de volta sem nenhuma parada.

Na volta, uma das impressionantes vistas de La Paz...

Continuamos nossa aventura na Bolívia…

Liana e Sidnei

Publicado por: Sidnei | 18/04/2011

Copacabana

10 e 11 de Abril

Hoje, domingo, saímos de La Paz por volta de 11h da manhã para irmos até a cidade de Copacabana, às margens do Lago Titicaca, fronteira com o Perú.

O trânsito da capital boliviana continuou confuso e nossas referências nos levaram a algumas ruas sem saída. Paramos em um posto policial para buscar informações e fomos quiados por um gentil (de verdade) policial que encerrava sua jornada de trabalho – ele seguiu conosco até a avenida que precisaríamos passar.

Depois de 50km começamos a margear o belo Titicaca.  Paramos para almoçar em um restaurante que nos serviu uma maravilhosa truta na brasa. Conversamos com o simpático proprietário do despojado estabelecimento que nos disse ter nascido ali há 62 anos e que gosta muito do seu trabalho.

Margem do Lago Titicaca no restaurante onde almoçamos.

O Lago Titicaca não congela nem mesmo no inverno, apesar de estar a 3.900m de altitude. Por isto ele é o mais alto lago navegável no mundo.

 

A estrada leva a um estreito do lago no qual se atravessa com balsas.

 

O capitão da embarcação que nos levaria a outra margem.

Temperatura agradável proporcionou ótimos momentos.

 

Lago Titicaca e picos nevados da Cordilheira dos Andes ao fundo..

 Ao chegarmos em Copacabana por volta das 17 horas,  mais uma vez fomos abordados por um policial corrupto. Mas a experiencia adquirida ao longo da viagem nos vez largá-lo falando sozinho…  (175Km)

Vista de Copacabana.

Segunda, dia 11 de abril, fomos conhecer um pouco mais da cidade e região. Seguimos de carro em direção a Yampupata, um vilarejo que fica a 20km de Copacabana.  Deste vilarejo de pescadores Aymarás pode ser feito o percurso peloa Lago Titicaca  até a Ilha do Sol. No caminho além de belíssimas paisagens, conhecemos um humilde e destemido pescador boliviano, que já havia vivido nas ruas de São Paulo – Brasil e assim nos deleitamos por um longo tempo com autênticas histórias.

Muitas histórias emocionantes..

 

Uma viagem é feita de bons encontros...

A imagem bucólica e tranquila às margens do Lago Titicaca

Gastamos quase 3h para percorrer 20km. O mais engraçado neste percurso foram os pedidos de carona, que não pudemos negar… O povo local, vestidos com seus trajes coloridos e típicos, acenavam e já vinham em direção ao carro dizendo “…o caminho é curto mas falta…”. Para nós era mais uma oportunidade de conhecermos um pouco  da cultura Aymará…

Ao chegarmos a Yampupata, já passava das 15h.  Aproveitamos o tempo com mais um pouco de conversa com os pescadores e em função do adiantar da hora, fizemos ali, às margens do lago, nosso rango liofilizado.

Ao voltarmos para Copacabana, fomos presenteados com um por do sol belíssimo.

Copacabana ao entardecer.Porto de copacabana.

 

Porto de copacabana.

 

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